"Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende"
Leonardo da Vinci

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Cor de pele?

Sempre me incomodei com as meias "cor de pele", ou pior, "natural", que encontramos no Brasil. "Cor de pele" de quem, cara pálida?

O "natural" das meias sempre me deixam com aquele tom "artificial", do tipo "casadinho" de festa de criança: metade branca, metade marrom...

E aí, temos duas opções: optamos pelo tom artificial "natural" ou pelo deprimente "champagne"... Sério! Quem fica bem com meias "champagne"? Isso não é uma opção!

A solução que aprendi com uma "avó do coração" foi banhar as meias "champagne" em chá inglês (quente, óbvio) pra conseguir um tom mais próximo ao da minha pele. A técnica funciona, mas dá trabalho e requer uma certa dose de antecedência!

Aqui, fiquei toda animada, pois encontrei as meias da minha cor: "peau d'ange"... Poético, não? Pele de anjo...

Pois é, mas só serve no inverno, pois o sol apareceu e o "peau d'ange" já não é mais a melhor escolha... E não há outra escolha par quem é brancha demais para a "cor de pele" e morena demais (sei...) para a "peau d'ange". O jeito é recorrer à astúcia de minha "avó do coração"... 

Por que alguém não cria meias incolores??? Tenho certeza que ia ter muita gente contente. Fora que o público é o mais amplo possível, já que, politicamente corretas, as meias incolores não fazem distinção de cor.

#ficaadica!  ;)


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domingo, 17 de abril de 2011

Fondation Henri Cartier-Bresson

Fonte: Henri Cartier-Bresson
Essa é pra quem gosta de fotografia.

"L’appareil photographique est pour moi un carnet de croquis, l’instrument de l’intuition et de la spontanéité, le maître de l’instant qui, en termes visuels, questionne et décide à la fois. Pour « signifier » le monde, il faut se sentir impliqué dans ce que l’on découpe à travers le viseur. Cette attitude exige de la concentration, de la sensibilité, un sens de la géométrie. C’est par une économie de moyens et surtout un oubli de soi-même que l’on arrive à la simplicité d’expression.
Photographier : c’est retenir son souffle quand toutes nos facultés convergent pour capter la réalité fuyante ; c’est alors que la saisie d’une image est une grande joie physique et intellectuelle.
Photographier : c’est dans un même instant et en une fraction de seconde reconnaître un fait et l’organisation rigoureuse de formes perçues visuellement qui expriment et signifient ce fait.
C’est mettre sur la même ligne de mire la tête, l’œil et le cœur. C’est une façon de vivre."


 

("A câmera é para mim um caderno, um instrumento de intuição e de espontaneidade, o mestre do instante que, em termos visuais, questiona e decide ao mesmo tempo. Para "traduzir" o mundo, é preciso se sentir envolvido com o que se descortina através do visor. Essa atitude requer  concentração, sensibilidade, senso de geometria. É por economia de meios e, especialmente, um auto-esquecimento a que se chega à simplicidade de expressão.
Fotografar: é prender a respiração quando todos os nossos sentidos convergem para captar a realidade fugaz; é por isso que a captura da imagem é uma grande alegria física e intelectual.
Fotografar: é ao mesmo tempo e em uma fração de segundo, reconhecer um fato e a rigorosa organização de formas percebidas visualmente que lhe exprimem e dão significado ao fato.
É alinhar cabeça, olho e coração. É um modo de vida.")

Em Paris, numa pequena e simpática rua de Montparnasse, uma casa moderna abriga a Fundação Henri Cartier-Bresson. A visita à fundação custa 6 euros e o visitante pode se deliciar com as fotografias maravilhosas desse fantástico fotógrafo, pode ver a máquina que ele usava, exposta em uma vitrine, e mesmo os desenhos que ele fazia (infelizmente, essa parte tive de ver de longe, pois o mezanino onde estão expostos os desenhos estava fechado).

Nessa foto, Cartier-Bresson.
No último andar da casa, há poltronas e cadeiras para que os visitantes possam folhear os livros com os trabalho de Cartier-Bresson (1908-2004).

Por uma enorme sorte, fui, sem saber, no último dia de uma exposição fotográfica excelente de David Goldblatt, vencedor do prêmio HCB de 2009, com fotos fantásticas sobre Joanesburgo.

Para quem quiser conhecer, a Fundação Henri Cartier-Bresson está localizada na 2, Impasse Lebouis, 75014 Paris, e fica bem perto das estações "Gaité" da linha 13 (saída 1, sentido Rue de l´Ouest) ou "Edgard Quinet" da linha 6 (saída no sentido da Rue de la Gaité).

Mais informações: Henri Cartier-Bresson 


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Pontes e muros

Li na postagem Catando a poesia que entornas no chão, do blog A monga e a executiva, "Perdão. Perdão se hoje fui um muro. Quem sabe um dia possa ser sua ponte."

Aquilo me emocionou extremamente. Fiquei pensando em quantos muros encontramos ao longo de nossas vidas. E quantas pontes, quantas pessoas que surgem para nos ajudar a atravessar um rio agitado, um momento turbulento em nossas vidas. E quantas pessoas são muros por não saberem que podem ser pontes. 


Fiquei pensando nas vezes em que eu mesma tive de ser muro, mesmo que alguns tijolos de minha estrutura não desejassem a rigidez do muro. E quantas vezes, feliz, fui ponte, mesmo que para pessoas que preferiram não atravessar. Mas fui ponte, mesmo assim. A travessia é a escolha do outro, e, quanto a ela, só o que podemos fazer é respeitar.

Na minha vida, em um momento, tive de ser um muro enorme, intransponível, inatingível. Fui muro, mas doeu muito em mim. Peguei os tijolos e alinhei-os para virar ponte, mas o choque do muro já havia imobilizado quem deveria atravessá-la. Imobilizou-se tanto, que tornou-se muro. Enorme, intransponível, inatingível. E eu, ponte, tentando chegar no fim do caminho, em cuja estrada há um muro, que um dia pode ser ponte.

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E os ETs respondem...

Fonte: Pc saudavel
Um dia depois de ter postado Chamem os ETs, eis que os ETs atendem meu chamado...

Jennifer Lopes, 41 anos, foi eleita a mulher mais bonita do mundo. 

Eu sei, eu sei... Ela é casada e tem filhos. Pode até parecer que os ETs não entenderam a mensagem, né?

Mas JLo se casou aos 37 anos, com o cantor Marc Anthony, com quem teve os gêmeos!!

Ou seja, foi solteira e sem filhos até seus 36/37 anos. Alguém vai dizer que ela está atrasada?!

#mordealingua!


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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Chamem os ETs

O que está acontecendo com o mundo?! Onde foram parar as pessoas de 30 (ou 30 e uns) solteiras e sem filhos? Foram todas abduzidas por ETs ensandecidos que buscavam reconstruir Saturno (nem Vênus, nem Marte)? Sim, porque aos 30 e uns, a pessoa está com excelente desenvolvimento intelectual (se tiver feito por onde, claro) e ainda tem o vigor físico e os sonhos de reconstruir todo um planeta.

Ou será que esses ETs marotos os abduziram para que repovoem Saturno?

Seja como for, abduziram meus pares e me esqueceram aqui... E quem fica se sentindo um ET sou eu!

Hoje, almoçando com as meninas que trabalham no mesmo andar em que faço meu estágio, do nada, como uma ave de mal agouro, surgiu a pergunta: "quantos anos você tem?".

Sinceramente, não tenho nenhum problema com minha idade. Pelo menos, ainda não.

O problema é a seqüência que vem depois dessa perguntinha inocente... Eu já estou até decorando...

E lá vieram as irmãs siamesas da pergunta inocente: "você é casada?" "tem filhos?".

Respondo com naturalidade e vejo o olhar das minhas companheiras de almoço, todas na faixa de seus 24 anos, que diziam "tadinha, quem mandou estudar tanto"...

Por fim, uma delas, achando que os olhares não eram o suficiente, acrescenta que tem uma amiga, de 28 anos, que ainda não se casou e se sente "atrasada".

"Atrasada?! Era trem?! Tinha horário pra pegar?!"

Por um breve segundo, me senti constrangida e tive vontade de inventar que era divorciada e que não tive filhos porque meu ex-marido tinha baixa contagem de espermatozóides em razão da varicocele inoperável de que sofria (não sei nem de onde eu tirei isso).

Prendi o riso e fechei a boca pra não falar essa bobagem, mas que deu vontade, isso deu!

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Une épine dans le pied

Mais uma das expressões franceses que aprendi por aqui, na mesma linha da Ma tasse du thé .

Hoje escutei que alguma coisa era "une épine dans le pied" (literalmente, um espinho no pé) de alguém. "Coitadinho", pensei, "ele não calçava sapatos?".

Para nós, o pior que poderia acontecer com esse alguém seria ter uma pedra no sapato, mas a solução seria simples: descalçar os sapatos, sacodi-los, calça-los novamente e continuar seu caminho...

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E a vovó diz: "perdeu, netinho!"

Lia o jornal no caminho para o estágio quando uma matéria me chamou a atenção: pessoas estão sendo presas por furtar metais, em especial, cobre. O número dessas ocorrências aumentou consideravelmente, e, de acordo com a notícia, até 15 de março deste ano, 15 toneladas de metal teriam sido furtados de todos os lugares possíveis, inclusive de cemitérios, onde letras em ouro, cruzes e outros ornamentos de túmulos estão sendo subtraídos.

Ainda de acordo com a notícia, a pena por tal delito é de, em média, 08 a 18 meses de reclusão em regime fechado.
Fonte: Leila Cordeiro

Mas o mais surpreendente ainda estava por vir...

No mês passado, uma senhora de 75 (setenta e cinco) anos de idade foi presa em flagrante delito ao furtar cabos. A pequena arte da boa velhinha, que pretendia "fazer um ganho" com o objeto de seu delito, causou a interrupção do serviço de Internet na Armênia por algumas horas.

Que mundo é esse???

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