"Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende"
Leonardo da Vinci

sábado, 2 de outubro de 2010

A Bandeira do Estado do Rio de Janeiro

Um querido amigo, Luiz, me presenteou com a bandeira do meu amado Estado do Rio de Janeiro. Junto, ele me deu a lei que instituiu o brasão do Estado do Rio de Janeiro, a Lei n. 5138 de 1963.

Pela mensagem que se pretendia passar com o brasão, creio ser interessante relembrar:

O brasão é cortado em três seções: a primeira (de cima para baixo) é azul e visa representar o céu e simbolizar a justiça, a verdade e a lealdade; a segunda é verde e pretende representar a baixada fluminense; e a terceira, novamente em azul, representa o mar e suas praias.
A corda de ouro que envolve o escudo representa a união dos fluminenses, enquanto a águia com as asas abertas visa representar um governo forte, honesto e justo, portador de mensagem de confiança e de esperança aos mais longínquos rincões de nosso Estado. Ainda, há a incrição "Recte Rempublican Gerere", que significa "gerir a coisa pública com retidão", traduzindo a preocupação constante do homem público do nosso Estado.
Por fim, a cana e o café representam os principais produtos do Estado.

Acredito que a mensagem contida na bandeira do Estado do Rio de Janeiro ganha maior importância nesse dia que antecede as eleições em nosso País, em que os cidadãos terão a oportunidade de eleger Presidente, Governadores, Senadores, Deputados Federais e Deputados Estuais.
Que possamos refletir sobre nossas escolha e, quem sabe, conseguir eleger políticos probos, que verdadeiramente pretendam construir um "governo forte, honesto e justo" e que se proponham a "gerir a coisa pública com retidão".
Pode parecer um sonho, uma utopia, mas, a partir da escolha dos nossos governantes é que estamos, verdadeiramente, assegurando a manutenção do Estado Democrático de Direito em que vivemos (ou sonhamos viver). 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Uma festa brasileira na França


No aeroporto de Paris (CDG), enquanto aguardava o voo para Toulouse, comecei a leitura do deliciante livro "Brasil: uma história", escrito pelo jornalista e historiador Eduardo Bueno (Editora Leya. São Paulo, 2010).
O livro é maravilhoso. Conta a história do Brasil desde antes de existir o Brasil, abordando, inclusive a pangea e a formação do solo desse nosso país ao longo dos milenios.

Bom; seguindo a leitura, me deparei com o capítulo "Uma Festa Brasileira na França", cuja ilustração reproduzi no início desta postagem e cujo conteúdo reproduzo, parcialmente, abaixo:

"O profundo impacto que os indígenas brasileiros provocaram nos viajantes europeus, ao serem vistos - desnudos, pintados, dançando (e eventualmente devorando uns aos outros) - nas praias do Novo Mundo, seria largamente amplificado assim que alguns deles foram levados para a Europa e exibidos nas cortes. (...)
Mas nenhuma iniciativa dos franceses envolvendo os nativos do Brasil pode ser comparada, em assombro e magnificência, à chamada 'Festa Brasileira em Rouen'.
Dispostos a impressionar o rei Henrique II e a rainha Catarina de Médici - e convencê-los a investir mais nas expedições 'ilegais' ao Brasil -, os armadores e comerciantes de Rouen prepararam uma impressionante celebração quando da visita real à cidade, no dia 1o de outubro de 1550. Em uma área, às margens do rio Sena, montaram uma autêntica maquete das terras brasileiras: as árvores foram enfeitadas com flores e frutos trazidos do Brasil, o cenário ficou repleto de micos, saguis e papagaios.
Entre as malocas indígenas, desnudos e bronzeadosm andavam trezentos homens e mulheres. Pelo menos cinquenta eram Tupinambá genuínos, trazidos da Bahia ou do Maranhão especialmente para a comemoração. Os demais eram marinheiros normandos que conheciam bem o Brasil, fluentes em tupi e habituados no trato com os nativos. As mulheres foram recrutadas entre as prostitutas locais.
Era mais do que uma exibição: era um quadro vivo. E, desde o início, havia ação: indígenas e figurantes caçavam, pescavam, namoravam nas redes, colhiam frutas e carregavam o pau-brasil. E então, subitamente, no clímax do espetáculo, a aldeia tupinambá foi assaltada por um bando de Tabajara - índios que, no Brasil, eram aliados dos portugueses. Ocas foram incendiadas, canoas viradas, árvores derrubadas. Houve um combate simulado, ainda que feroz, ao fim do qual os Tabajara haviam sido amplamente derrotados. Na plateia, além do rei e da rainha franceses, estavam também a rainha Mary Stuart, da Escócia, duques, condes e barões, os embaixadores da Espanha, da Alemanha, de Portugal e da Inglaterra, bispos, prelados, cardeais e inúmeros príncipes, além de Nicolas Villegaignon, futuro líder da chamada 'França Antártica' - todos assombrados com aquela espetacular representação da vida nos trópicos: o primeiro show brasileiro na Europa."

Muita água já passou não apenas debaixo da ponte, mas nas correntes marítimas do Oceano Atlântico, e, lendo essa parte da nossa história, espero, sinceramente, que os franceses já tenham se preparado para conhecer verdadeiramente um outro Brasil; um país que se orgulha de sua terra, de seu povo e de sua cultura; um país que produz pessoas de pele morena, misturadas no caldeirão da miscigenação...

Medo e Desejo

"O Guerreiro da luz contempla as duas colunas que estão ao lado da porta que pretende abrir.
Uma se chama Medo, outra se chama Desejo. O guerreiro olha para a coluna do Medo, e ali está escrito: 'você vai entrar num mundo desconhecido e perigoso, onde tudo o que aprendeu até agora não servirá de nada'.
O guerreiro olha para a coluna do Desejo, e ali está escrito: 'você cai sair de um mundo conhecido, onde estão guardadas as coisas que sempre quis, e pelas quais lutou tanto'.
O guerreiro sorri - porque não existe nada que o assuste, e nada que o prenda. Com segurança de quem sabe o que quer, ele abre a porta." (extraído do livro "Manual do Guerreiro da Luz, de Paulo Coelho. Ed. Objetiva. Rio de Janeiro, 1997).



Li este texto e pensei na minha realidade atual. Sim, porque a porta que abri estava, também,
encrustrada entre a parede do medo e a do desejo.
E Depois de aberta a porta, vi que aquelas paredes também estavam nos corredores que se seguiam para além da porta...
E depois de aberta a porta, só o que quero é o medo não me congele e que o desejo me impulsione cada vez mais adiante...


Gratidão


"Um guerreiro da luz nunca esquece a gratidão.
Durante a luta, foi ajudado pelos anjos; as forças celestiais colocaram cada coisa em seu lugar, e permitiram que ele pudesse dar o melhor de si.
Os companheiros comentam: "como tem sorte!". E o guerreiro às vezes consegue muito mais do que sua capacidade permite.
Por isso, quando o sol se põe, ajoelha-se e agradece o Manto Protetor a sua volta.
Sua gratidão, porém, não se limita ao mundo espiritual; ele jamais esquece os amigos, porque o sangue deles se misturou ao seu no campo de batalha.
Um guerreiro não precisa que ninguém lhe recorde a ajuda dos outros; ele se lembra sozinho, e divide com eles a recompensa."
(extraído do livro "Manual do Guerreiro da Luz", de Paulo Coelho. Ed. Objetiva. Rio de Janeiro, 1997).

Foch en France: "Fosh"


Vejam bem, não sou parente do General Foch, pelo menos não que eu saiba, mas resolvi postar informações sobre ele aqui no blog, pois esta é a origem do meu sobrenome, porque meu avô se chamava Foch (assim como outros parentes meus) e, como homenagem a ele, o seu nome foi incorporado ao sobrenome de minha família.

Ah! Aqui na França todos falam o meu sobrenome corretamente... Por que será? rsrsrsrsrs



"Ferdinand Foch (2 de outubro de 1851, Tarbes, França – 20 de março de 1929) foi um militar francês. Comandou as forças da Tríplice Entente ou dos Aliados em 1914 de uma forma decisiva, levando à vitória do Marne. Dirigiu com êxito operações na Flandres; como adjunto de Joseph Joffre, coordenou as operações dos exércitos franceses, belgas e britânicos. Em 1917 assumiu o cargo de chefe de Estado-Maior do Exército Francês e em 1918 somou mais uma vitória ao conseguir ganhar a Segunda Batalha do Marne." (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ferdinand_Foch)

"Ferdinand Foch (2 de outubro de 1851, Tarbes, França – 20 de março de 1929) foi um soldado francês. Ele comandou os exércitos aliados durante a Primeira Guerra Mundial." (fonte: http://pt.wikiquote.org/wiki/Ferdinand_Foch)


"Os aviões são brinquedos interessantes, mas sem nenhum valor militar".
- Les avions sont des intéressants jouets mais n'ont aucune utilité militaire
- dito em 1911 e referenciado em "Time: A Traveler's Guide - Pagina 249 por Clifford A. Pickover - Science - 1998



O início do curso... O peixe e o sapo

O primeiro dia de aula foi dedicado às explicaçõe administrativas e a apresentação do programa do curso... De forma resumida: assustador!
A experiência não poderia ser mais louca: 13 alunos inscritos no curso de Mestrado Especializado em Gestão Aeroportuária (aqui abreviado como MASMA). Desses 13 alunos, apenas 3 são estrangeiros, sendo que apenas eu provenho de um país cuja língua materna não é o francês.
Depois de uma introdução ao curso, fizemos uma pausa para o almoço. Aproveitei a pausa para voltar ao meu apartamento, fazer um lanchinho e descansar, pois minha cabeça parecia que ia explodir. Logo que acabei de lanchar, Jean chegou para me convidar para almoçar, mas como eu expliquei que já havia lanchado, fiz um chá para nós dois e ficamos conversando sobre a minha primeira impressão sobre o curso.
Jean está deixando Toulouse hoje. Agora começo a me sentir absolutamente sozinha.
Na segunda parte do dia, passamos por uma visita guiada ao campus. A visita foi conduzida por um dos instrutores da ENAC, que, de forma bastante questionável, conduziu um discurso sobre o fato de que a participação no curso de mestrado não assegura a obtenção do diploma e que para os alunos estrangeiros ainda havia a dificuldade com o idioma... Detalhe, eu sou a única aluna estrangeira que venho de país em que não se fala francês... Será que isso foi uma "direta"?
Depois, quando chegamos a biblioteca, fomos guiados por uma funcionária de lá e, depois de concluídas as suas explicações, nos foi pedido que aguardássemos o professor para seguirmos na visita guiada.
Como todos os alunos estavam ou conversando ou lendo algo, peguei um tratado internacional sobre aviação civil e me sentei para ler enquanto aguardava... Qual não foi minha surpresa ao descobrir que todos haviam partido com o professor e me deixado para trás!
Procurei pelo grupo, mas não encontrei ninguém...
Fui, então, efetuar o depósito do aluguel do apartamento e tratar de outras coisas essenciais à minha estadia aqui.


Hoje me senti um peixe fora d´água...


Mas "não tem poblema, não, Graubi"


 pois, "como diz o velho deitado",


 "é a necessidade que faz o sapo pular"...



Em tempo, a caricatura da Lady Kate foi obtida no blog do talentoso cartunista e caricaturista Rodrigo Tramonte (http://rodtoons.blogspot.com/2008/11/me-estou-me-numa-calicatura.html). Vale a pena conferir o trabalho dele.

As jóias mais preciosas

Amigos são as jóias mais preciosas que podemos sonhar em ter! E posso me dizer uma pessoa muito, muito rica, pois nesses meus récem-completos 31 anos de vida pude perceber que juntei muitas jóias de valor incalculável a que chamo, orgulhosa, de amigos.
Aqui, distante fisicamente de todos os meus amigos queridos (e aí se incluem os amigos que compartilham o vínculo familiar), tenho o conforto da memória e do carinho que nutro por cada um deles e, para abrandar a saudade, me cerco das fotos, das lembranças e dos presentes que recebi e trouxe comigo: a bandeira do Estado do Rio de Janeiro, uma raridade carinhosamente presenteada pelo Luiz, e que pendurei no "bagageiro" de meu quarto e que orna uma das paredes como um quadro;

o guia da França que Robbie e Simone me deram e que, espero, usarei bastante nas horas vagas; a fronha alegre que o Braguinha me deu e que embalará meus sonhos; a "muchiba", meu travesseirinho de estimação, presente de mamãe, comprado em Madrid, em nossas férias juntas;


o cartão de despedida com mensagens carinhosas dos meus amigos na INFRAERO, que deixo aberto sobre uma das prateleiras, para que eu nunca me esqueça;



a padmina que Valerinha me deu e que me aquecerá o corpo e o coração; a sombra e o lápis que Silvinha me presenteou e que darão mais cor e brilho ao meu olhar; enfim, tudo isso são manifestações físicas da amizade de pessoas tão especiais e que trouxe comigo.

Trouxe comigo, também, os abraços, os risos, as lágrimas, os chopps e vinhos e as memórias de todos os amigos que tenho.









Esssas lembranças são o que me aquece nestas minhas primeiras noites em Toulouse...

Socorro!!! Eu não sei como se liga a calefação!!! rsrsrsrs
 Eh... Vocês estão tendo que trabalhar dobrado para me manter aquecida... rsrsrsrsrs

***