"Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende"
Leonardo da Vinci

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Be my baby - Vanessa Paradis

Mais uma da Vanessa Paradis... Chama-se "Be my baby", que não tem como ficar bem em português... De qualquer forma, coloquei a tradução da letra...


Be My Baby

Seja meu amorzinho (Tradução)

I saw you walk down the street
With some other girl
Always thought that I was the only one in your world
Baby can you tell me so
Out of sight out of mind ain't what love ought to be
And I hoped all the time that you'd be faithful to me
You´d be faithful to me
Eu vi você andando na rua
Com uma outra garota
Sempre pensei que eu era a única no seu mundo
Amor, você pode me dizer isso?
Fora de alcance, fora da mente, não é o que o amor deveria ser
E eu esperei o tempo todo que você fosse fiel a mim
Você fosse fiel a mim
All I'm asking you for when you walk out the door
Is to be my baby, baby
I just want to be sure
That forever and more
You would be my baby
Tudo que estou lhe pedindo é para que quando você sair
É que seja o meu amorzinho, amorzinho
Eu só quero ter a certeza
Que para sempre e mais
Você será meu amorzinho
Love is just like a flower baby it has to grow
And when you are away I'm even loving you more
I just have to let you know
One on one is the way and that's the way it should be
So if you're not gonna stay
Then don't be playing with me
You can set me free
O amor é como uma flor, querido, tem que crescer
E quando você está longe, eu estou lhe amando ainda mais
Eu só preciso que você saiba
Um para um é a forma e é como deveria ser
Assim se você não vai ficar
Então não fique brincando comigo
Você pode me libertar
All I'm asking you for when you walk out the door
Is to be my baby, baby
'Cause all this love is for you
And you know that I'm true
And I'll be your baby
Tudo que estou lhe pedindo é para que quando você sair
É que seja o meu amorzinho, amorzinho
Porque todo esse amor é para você
E você sabe que sou sincera
E eu serei seu amorzinho
All I'm asking you for when you walk out the door
Is to be my baby, baby
'Cause you knew from the start
That you were working my heart
Won't you be my baby
Tudo que estou lhe pedindo é para que quando você sair
É que seja o meu amorzinho, amorzinho
Porque você soube desde o início
Que você fazia meu coração bater
Você não será meu amorzinho?
I remember our walk the other Saturday night
Sweet harmonies filled and floated through our minds
Never felt this way before
We were riding so high on love and understanding
So why go wasting your time when you have got such a find
That is everlasting
Eu me lembro nosso passeio num sábado a noite
Doces harmonias preenchiam e flutuavam em nossas mentes
Nunca me senti deste jeito antes
Estávamos voando alto em amor e compreensão
Então por que desperdiçar seu tempo quando você tem essa descoberta
Isto é eterno
All I'm asking you for when you walk out the door
Is to be my baby, baby
I just want to be sure
That forever and more
You would be my baby
Tudo que estou lhe pedindo é para que quando você sair
É que seja o meu amorzinho, amorzinho
Eu só quero ter certeza
Que para sempre e mais
Você será meu amorzinho
All I'm asking you for when you walk out the door
Is to be my baby, baby
'Cause all this love is for you and you know
That I'm true
And I'll be your baby
And I want you to love me baby.
Tudo que eu estou lhe pedindo quando sair
É que seja meu amorzinho, amorzinho
Porque todo esse amor é pra você e você sabe
Que sou sincera
E serei seu amorzinho
E quero que você me ame, amorzinho

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Marché Noel

Meu final de semana não teve nada de final de semana. Parecia a continuação da semana que não tinha acabado, pois em razão de um projeto super complicado que terei que apresentar na quinta-feira, e de um PPS que devo preparar para a apresentação, além do trabalho escrito a ser entregue, passei o final de semana debruçada sobre plantas de aeroportos e suas pistas e terminais de passageiros e os muitos estudos que acompanham esse tipo de obra.

Mas no sábado a tarde, dei uma olhada pela janela. Fiquei encantada com o sol que fazia lá fora e resolvi sair um pouco para respirar, "aerar as idéias", relaxar a cabeça e, novamente, recomeçar.

Fui, então, ao Capitólio, que acho que é um dos meus lugares preferidos aqui em Toulouse, apesar de não ser nem o lugar mais bonito.

Na praça do Capitólio estão montadas várias barraquinhas do Marché Noel (mercado de natal), todas decoradas. Super organizado e muito gracioso, apesar de lotado. Mal dava para andar direito, mas, para variar um pouco, me diverti assim mesmo e fiquei passeando por lá, saboreando o banquete de formas, cores, sons e imagens (também foi só o que deu pra saborear, pois, por causa do frio, tomei um vinho quente que bateu mal e embrulhou meu estômago).


Ao longo da praça, grupos de músicos e artistas de teatro se apresentavam. Curti a música e até me emocionei com uma apresentação de uma peça de teatro de marionetes feitas com lascas de madeira; uma peça triste sobre miséria, fome e solidariedade, em que nenhuma palavra se fazia necessária.


Nas ruas próximas do mercado, outras apresentações se desenrolavam, como a de um malabar fantástico. Fiquei como criança!


Voltei para casa no final da tarde, quando a noite começava a tombar sobre Toulouse. O frio estava terrível, mas me sentia mais leve. Pronta pra recomeçar.

***

Fernando Pessoa

Amei essa citação. Deixo aqui para não esquecer:


"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".
Fernando Pessoa

domingo, 12 de dezembro de 2010

Sonetos de Vinícius de Morais - o Amor Total, a Fidelidade e a Separação

Fonte: Blog Santa Maria...
Já tive oportunidade, aqui neste blog*, de recomedar o documentário sobre Vinícius de Morais, de que gostei tanto que comprei um exemplar para minha coleção particular de filmes (coleção esta que está sempre em constante crescimento).

Logo na entrada do meu quarto, em meu cantinho no meu país, tenho uma placa metálica que me foi presenteada por uma amiga mais do que querida,  em que está gravado o "Soneto da Fidelidade", que eu particularmente adoro.

Matando um pouco das saudades, parei pra ler o soneto uma vez mais e dessa leitura surgiu um link interessante com os sontetos do amor total e da separação. Os dois parecem complementar o soneto da fidelidade, um, antecendendo-o, outro, o arrematando; os três juntos mostrando o fluxo constante que move o mundo, as emoções, os amores, as relações.

Tenho consciência que sou viciada; viciada em me sentir viva, em amar, em acreditar, em tentar, em não me acomodar. Estava adormecida, mas desisti desse estado letárgico em que me encontrava... Agora me decidi. Se eu tiver que chorar, que seja de emoção. Se eu tiver que me cansar, que seja de tanto amar. E se eu tiver que sofrer, que sofra por tanto gostar. E se algum dia me machucar novamente, o que acredito que sempre poderá acontecer, dou uma pausa, respiro, me cicatrizo, e me jogo novamente. Por que de que vale estar vivo sem viver?

E, assim, calo-me diante das palavras do "poetinha"... Depois de tanto dizer, o mais nos resta? Meu coração está aí... 

Fonte: Tem mais samba


Soneto do Amor Total

"Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude."


Soneto da Fidelidade
"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
 
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
 
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
"


Soneto da Separação
"De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
 
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
 
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
 
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."


Mas, como, felizmente, a vida é cíclica, uma separação é o passo necessário para que algo de novo possa surgir. É uma forma de preparação do terreno de nosso coração para um novo cultivo e uma nova colheita. Podemos sofrer, isso faz parte. Muito provavelmente, sofreremos. E há vezes em que queremos ficar presos àquele campo, ao conforto do conhecido.  Há sempre tantas coisas envolvidas que nos esquecemos do prazer de estar vivo. E, assim, deixamos de viver. Nos conformamos e sobrevivemos, mas não vivemos...Eu não quero esse marasmo. A felicidade é muito importante para ser negligenciada. Quero as emoções verdadeiras, aquelas que nos cortam o fôlego e as palavras.

 Mais uma vez, o poeta fala por mim... Das suas palavras, faço as minhas...


"Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho

E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara

Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz

E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina

Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
"

 
Fonte: Som do Vialejo



*Ju en France - Vai, vai, vai... viver!

Divagando sobre o ser humano

Fonte: http://www.ritaalonso.com.br/?p=15791
Uma pessoa muito querida, "tio de coração" (e não é "tio sukita", viu?), me presenteou com a seguinte frase: "o ser humano é muito mais forte do que pensa e muito mais frágil do que gosta de demosntrar".

Fantástico!

Simples, direto e certeiro. Anotei na mesma hora e coloquei no meu quadro branco próximo a minha mesa de estudos aqui em Toulouse, pra que eu me lembre sempre.

Eu sou, sim, muito mais forte do que penso, e acabo por descobrir isso a cada desafio vencido. E sou, igualmente, bem mais frágil do que costumo demonstrar.

Não fui educada para ter (ou demonstrar) fraqueza e, muitas das vezes, as "fraquezas" alheias me enervam. Mas fraqueza e fragilidade são coisas distintas; o difícil é lembrar dessa sutil diferença...

Conversava com um amigo sobre a necessidade que tenho de me sentir protegida, ao que ele me respondeu dizendo que eu não "precisava" de ninguém para me proteger. Mas quem falou em precisar? Eu gosto da sensação, gosto de me sentir protegida, independente de precisar ou não.

E querer se sentir protegida é admitir-se frágil, reconhecer sua própria fragilidade; mas isso, isso não é fraqueza.

Fonte: http://jaquesiqueira.wordpress.com/
E diante desse papo, percebi que eu não tenho medo de mostrar minhas fragilidades e de pedir proteção e colo e carinho quando quero e preciso. E que sou, sim, muito mais frágil do que (normalmente) poderia querer demonstrar a qualquer um, mas que, àqueles em que confio (e pelos quais me sinto protegida), demonstro sim, sem medos ou falsos pudores. Demonstro, e choro, e ligo para "Deus e o mundo", e peço aquilou de que estou precisando: uma palavra, um gesto, um ombro, ou tudo isso junto.

Estou em constante busca de mim mesma e essa é a certeza de que estou verdadeiramente viva.

E sou uma pessoa movida pelo coração. Ele manda em mim mais do que eu nele. Fazer o que? Sempre tivemos essa relação, eu e ele. E nunca me arrependi de assim o fazer,  meu coração sempre me levou aos caminhos certos, às pessoas certas, ainda que isso tenha lhe custado uma cicatriz aqui e outra ali. Isso também faz parte da experiência de estar viva.

Sou, sim, uma pessoa em constante construção (e "desconstrução"). E essa é a beleza de não se ter tantas respostas e muitas perguntas.

E adoro conhecer meus pontos fortes e aprender com meus pontos fracos, e descobrir que os pontos fortes podem ser fraquezas e os pontos fracos, verdadeiras fortalezas.

Não precisamos ter todas as respostas do mundo (nem devemos), mas precisamos, sim, fazer todas as perguntas...

Festa Surpresa da Aurélie

Ontem foi aniversário da Aurélie, colega do curso de mestrado. Ela é de Paris e, portanto, está aqui "longe" dos seus amigos e familiares (não tão longe quanto eu, mas está longe...). Laurine, outra aluna do mestrado, e que mora aqui em Toulouse, decidiu, então, organizar uma festa surpresa para Aurélie, idéia a que aderi instantaneamente. Nos cotizamos para a compra do presente e Laurine se encarregou de escolher o lugar em que iríamos fazer a comemoração. Num primeiro momento, a idéia era irmos a uma pizzaria, o que ficaria dentro dos "orçamentos" individuais de todos nós, estudantes...

No fim, contudo, houve uma deliciosa mudança... A Laurine conseguiu uma reserva na boite mais badalada daqui, super VIP, de entrada restritíssima, e onde dois colegas do grupo já tinham sido "impedidos" de entrar.

Pois é... Fiquei chocada de saber, mas aqui na França, os seguranças decidem quem pode e quem não pode entrar em determinados lugares "mais seletos"... É quase um estudo de fisionomia... E o preconceito impera: negros e árabes são barrados com mais facilidade... Se a roupa não é "chique" o suficiente: barrado. Se o sapato não é "o último grito da moda": barrado.

Diante dessa "novidade" absurda, perguntei se isso não violava a legislação nacional; se não havia previsão contra esse tipo de discriminação, e, surpresa, descobri que há, mas que as coisas funcionam assim... e os "censores", os seguranças "fisionomistas", jamais lhe dirão o verdadeiro porquê de terem impedido a entrada de determinada pessoa, evadindo-se por meio da frágil alegação de que a casa estava lotada, por exemplo.

Meu amigo que me explicava tudo isso é francês, de Paris, mas tem ascendência muçulmana (evidente  em suas feições). Enquanto me contava isso, me convidou a olhar em volta, passar os olhos por todas as mesas do local (pois de onde estávamos, podíamos ver todas as mesas), e procurar uma única pessoa que fosse afrodescentente, ou de origem mulçulmana (sem contar com ele)... E a constatação: não havia um único ser humano além dele que tivesse tais características étnicas de forma aparente... Revoltante constatar que isso é uma realidade aqui na França!
Alunos das turmas de MA e MTA
Enfim, surpresa ruim a parte, o lugar era até interessante.

Sentamos em frente a cabine do DJ, que "mandava bem", apesar da "apatia" geral do público.

Todos ouviam as músicas, conversavam, bebiam, comiam seus pequenos "tapas", fumavam seus cigarros, charutos e afins... mas ninguém, absolutamente ninguém, dançava.

Depois, enquanto conversava com a aniversariante, que acabara de completar 23 anos de idade, ela me perguntou minha idade, pois, segundo ela, era muito difícil de advinhá-la, uma vez que com a vida profissional que eu já tenho "nas costas", eu não poderia ter a idade média das pessoas naquele grupo (22 a 24 anos), mas a feição era de uma pessoa de seus 26 anos... Ego "massageadíssimo," revelei: tenho 31 anos de idade e... adooooorooooo! rs
Aurélie (a aniversariante), Ju (euzinha), Kamal e Antony

***

Divine Idylle - Vanessa Paradis

Minha mais recente descoberta aqui na França é a cantora Vanessa Paradis, uma francesa, de 37 anos de idade, casada com Johnny Depp, e que canta deliciosamente, acompanhada por músicos fantásticos! Vi um DVD com o show "Une nuit a Versailles" e me apaixonei!

Gostei muito de várias músicas interpretadas por ela nesse DVD, mas a música "Divine Idylle" é perfeita. Ritmo delicioso, harmonia perfeitinha e uma letra linda. Amei!  



Espero que gostem; se não tanto quanto eu gostei, pelo menos um pouquinho.



Divine Idylle

Idílio Divino

Dans l'espoir docile
Tes ailes fragiles
Je te devine
Divine idylle
L'amour qui sommeille
Dans un souffle irréel
Na dócil esperança
Tuas asas delicadas
Eu adivinho tua presença
Idílio divino
O amor que cochila
Num estremecimento irreal
Ma folie, mon envie, ma lubie, mon idylle
Minha loucura, meu desejo, meu capricho, meu idílio
Je te vole une plume
Pour écrire une rime
Au clair de la lune
Mon amie l'idylle
Mon âme idéale
À la larme fatale
Te roubo uma pluma
Para escrever uma rima
À luz do luar
Meu amigo idílio
Minha alma ideal
À lágrima fatal
Ma folie, mon envie, ma lubie, mon idylle
Divine idylle
Minha loucura, meu desejo, meu capricho, meu idílio
Idílio divino
Sur mes vagues à l'âme
Elle a hissé la voile
J'ai le mal des chimères
Le coeur en flammes
Des étincelles
Il faut qu'elle freine
Si je ferme les yeux, elle m'appelle
Em minhas ondas de melancolia
Ele iça as velas
Estou mareada
Coração em chamas
Fagulhas
Ele precisa diminuir a velocidade
Se eu fechar os meus olhos, Ele chama por mim
Ma folie, mon envie, ma lubie, mon idylle
Minha loucura, meu desejo, meu capricho, meu idílio
Divine idylle
Mon amie l'idylle
Je réve idylle
Divine idylle
Mon âme idéale
Mon idylle
Idílio divino
Meu amigo, o idílio
Eu sonho o idílio
Idílio divino
Minha alma ideal
Meu idílio
***