"Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende"
Leonardo da Vinci

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A vida me ensinou - Charles Chaplin


"A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças;
sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", 

embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,

como um presente que da vida recebi,
e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenho que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher."

Charles Chaplin





Linha cruzada de sentimentos

Assistimos a tantos filmes policiais (pelo menos, eu assisto), vemos tantas notícias preocupantes nos jornais do mundo inteiro, a internet nos "bombardeia" incessantemente com uma crescente banalização dos crimes, que, no fim, acabamos vivendo em busca de segurança e olhando com desconfiança para todos os lados.

Sexta-feira passada, acordei super cedo pois tinha que pegar um avião para Paris para uma aula prática no Aeroporto de Orly.

Depois da aula, que durou o dia inteiro e me fez andar feito uma louca para cima e para baixo, literalmente, corri para a estação de trem e fui para Bordeaux, cidade que não conhecia e onde havia decidido passar o final de semana... Pelo mesmo preço de uma passagem de Paris a Toulouse, comprei duas passagens: uma, Paris-Bordeaux, e outra, Bordeaux-Toulouse e lá fomos eu, euzinha e eu mesma.

"Sozinha?!?!" Essa é a pergunta que mais escuto de meus amigos, daí e daqui. "Sim, sozinha. E por que não?"

Minha teoria é: se quero fazer algo, por que deveria condicionar isso a ter companhia para fazê-lo? Se tiver companhia, melhor, mas não tendo... faço assim mesmo!

Assim, cheguei a Bordeaux já passava das 22:00 e o hotel em que me hospedaria ficava a 10 minutos a pé da estação. Quando estava me dirigindo ao hotel, um homem me abordou e me pediu indicação de algum hotel na região para que ele pudesse pernoitar, pois havia perdido a estação em que deveria descer e agora precisaria dormir em Bordeaux para seguir viagem na manhã seguinte.

Expliquei que eu havia feito minha reserva pela internet num hotel de 2 estrelas (propaganda enganosíssima) que eu não conhecia, mas que meus critérios tinham sido objetivos: banheiro não compartilhado, proximidade da estação, horário do check-in e preço, o mais barato que pude encontrar nessas condições.

Fomos conversando e caminhando até o hotel. Chegamos, fiz o meu check-in, me despedi e o deixei na recepção, providenciando o seu check-in. Exausta que estava, nem dei muita importância a nada nem a ninguém, só queria dormir; entro no quarto, tomo meu banho, visto meu pijama e me enfio debaixo das cobertas (que eram tão "2 estrelas" quanto o hotel).

Eis que, já deitada, curtindo aquela "molezinha" que antecede o sono, escuto o telefone do meu quarto tocar. "Como assim?! Será que esqueci de assinar alguma coisa na recepção?! Poxa, não dava para esperar até amanhã de manhã?!"

Atendo e, eis minha surpresa, não era da recepção; era o rapaz que havia caminhado comigo havia poucos minutos (chamemos de Mr.X.).

Mr.X., então, falando como se de um fôlego só, me atropela com um monte de informação; diz que havia ficado encantado comigo, que precisava me ver, que queria bater na minha porta e achou melhor me telefonar antes (ufa!), que não queria o risco de nunca mais me ver... enfim... E eu, completamente muda do outro lado da linha, sem entender o que estava acontecendo ali. Num momento em que ele parou de falar um pouco, expliquei-lhe que "sentia muito", mas estava deitada e precisava dormir. Despedi-me educadamente e desliguei.

Cinco minutos se passaram, eu já começando a digerir aquilo tudo e pegando no sono, o telefone toca novamente: era Mr.X. mais uma vez. Agora, ele pedia desculpas pela forma como ele "me abordou", mas nunca havia se sentido daquela forma e precisava me ver. Novamente, buscando não ser grosseira, mas por "receio" do que qualquer outra coisa, agradeci e me desculpei, mas, realmente, precisava dormir. Nos despedimos e desliguei.

Fonte: Spirit Dreamer
"Pronto. Agora é que não durmo mais..."

O bendito hotel, que como disse, era 2 estrelas, e uma das estrelas já devia estar "cantando pra subir". O quarto, mais que simples, era precário, com direito a uma decoração mais que duvidosa constituída por um poster de navio e uma corda  de ancoragem presa à parede formando um "W". O banheiro, em fibra, era tão pequeno que para tomar banho tinha que deixar a cortina aberta, senão encostava ou na cortina ou na parede, dois lugares em que eu não queria encostar de jeito nenhum. E, óbvio, diante dessas circunstâncias, a porta do quarto não tinha tranca interna, o que significa que, pelo lado de fora, ela abria com a chave do quarto, que estava comigo. Mas saber que a chave de acesso ao quarto estava comigo não era o suficiente para que eu pudesse dormir tranquilamennte. Ora, sabemos que há sempre uma chave reserva na recepção do hotel. "E se o Mr.X. pede a chave ao recepcionista? E se..."

Levantei "de um pulo", agarrei a cadeira do quarto, fui até a porta e, encaixando a cadeira entre a maçaneta e o aparelho de calefação (que parece um radiador preso a parede), travei a porta. Testei algumas vezes se a porta estava bem travada e, vendo que, realmente, era impossível abri-la, fui dormir.

Na manhã seguinte, quando abri a porta, pousado no chão estava um cartão de visita do Mr.X., com um bilhetinho "J´espere vous revoir" ("espero lhe rever") e na recepção, outro bilhetinho dizia "Bon sejour a Bordeaux" ("boa estadia em Bordeaux"). Com os bilhetes, os dados pessoais de Mr.X. (nome completo, telefone, e-mail e endereços comercial e residencial).

Enfim, o Mr.X. pode até ser uma boa pessoa, mas, acostumados que estamos a desconfiar dos outros, a atitude dele, que talvez, no passado, encantasse as "mocinhas solteiras" e "arrebatasse corações", a mim, causou medo e a hilária "reação de defesa" digna dos filmes policiais de que tanto gosto; uma verdadeira linha cruzada de sentimentos.

***

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O adjetivo que me faz tremer

Todos os dias pela manhã, enquanto me arrumo para ir para a aula, deixo o rádio ligado e, assim, aproveito para ouvir música, me atualizar quanto aos acontecimentos e, principalmente, escutar a previsão do tempo. 

Imagem da animação Happy Feet (muito bom!)
E, nos útlimos tempos, tem um adjetivo que, literalmente, me faz tremer: glacial! É isso mesmo. Em francês, o bendito adjetivo quer dizer a mesma coisa que em português e significa, em outras palavras, que eu vou virar pinguim!

Atualmente, a temperatura por aqui anda ganhando esse adjetivo com uma certa frequência. Merecidamente, diga-se de passagem. Está frio "de doer"!

E, nesse momento, a "moda cebola*" toma conta: camadas e camadas de roupa para aguentar o iceberg!

Ontem, a temperatura negativa (com sensação térmica de muito mais negativa ainda) me fez vestir 04 blusas de manga comprida, 01 sobretudo de lã, 01 cachecol de lã, 01 gorro, 01 par de luvas de couro, jeans, meias grossas, bota de cano alto... Imaginou?

Hoje a temperatura estava mais "agradável", em torno de 5ºC, com sensação térmica de 1ºC, o que me permitiu reduzir a quantidade de camadas.

Imagem da animação Era do Gelo (tudo de bom!)
Mas eu, "carioca  da gema", que não me anime muito... De acordo com um amigo, mês que vem é que o frio "vai ficar bom"! Ai!

Está bom que eu adoro o "Era do gelo", sou "fã de carteirinha" daquele esquilinho que vive a perseguir a avelã, e admito que morro de rir com o filme, ao ponto de chorar de tanto rir e  "pagar mico" legal...  Tudo bem... Todos têm seu "lado B" e eu não nego o meu... Mas o fato de eu gostar do "Era do gelo" não me faz querer fazer parte do elenco!

De qualquer forma, uma coisa aprendemos ao passar uma temporada na França: o endereço da Météo France na Internet (http://france.meteofrance.com/), site de consulta obrigatória que lhe dá a previsão do tempo para cada região da França no dia da consulta e nos próximos três dias.
***

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Feliz por nada - Martha Medeiros

A coisa está feia. As obrigações diárias, enlouquecidas. As áleas, com sempre, surpreendentes. As cobranças internas (as mais cruéis), a mil por hora. O cansaço, às vezes, busca espaço para gritar ao mundo, ainda que mudo, que está ali. Mas vamos levando e (por que não?) cantando. Afinal, se "quem canta seus males espanta", é bom eu não parar de cantar jamais!

Fonte: Contos e Causos
E, eis que "tropeço" nesse texto da Martha Medeiros, "Feliz por nada".

Leio e, imediatamente, penso na Valéria, uma pessoa muito especial com quem trabalho e a quem posso chamar de amiga. Lembro da sintonia que rolava nos momentos em que o "bicho pegava" e eu ficava soterrada de pastas e processos e alguém (sempre) vinha trazer mais um.  Ou eu, voluntariamente, me oferecia para pegar mais um para suprir uma necessidade do serviço ou de algum colega. Naquele momento, eu, brincando no meio do caos (que, confesso, adoro!),  perguntava à ela, cuja mesa era próxima da minha sala: "Valerinha, o que é um punzinho?". Eu nem precisava completar a frase, ela já sabia o que vinha depois e ríamos daquela situação catastrófica.

Isso é estar feliz por nada... Ou melhor, isso é estar feliz por tudo, pois ter saúde, ter trabalho, ter amigos, ter a cumplicidade deles, ter uma casa para onde voltar no fim do dia, tudo isso já é muita coisa e é coisa suficiente para nos alegrar.

***


"Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.
Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

Feliz por nada, nada mesmo?

Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. "Faça isso, faça aquilo". A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?

Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando "realizado", também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?

A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.

Ser feliz por nada talvez seja isso."

***

domingo, 23 de janeiro de 2011

Seus amigos de verdade... Luiz Fernando Veríssimo

Lia algumas citações no site Pensador.Info quando encontrei esse texto de Luiz Fernando Veríssimo:

"Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".
8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic."

 Por experiência pessoal, concordo com todos, menos com o item 6, pois nunca testei, apesar de ter chorado de rir imaginando o que pode tê-lo levado a escrever isso...

De qualquer forma, apesar de comungar com a opinião de Luiz Fernando Veríssimo, foi o item 9 da lista que me levou a publicá-la aqui neste blog.

"9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito."

Tenho amigos maravilhosos aos quais amo e pelos quais sei que sou amada. As provas desse amor são constantes. Temos jeitos diferentes, maneiras de ver o mundo diferentes, pensamos diferente, mas em comum temos o amor que nutrimos um pelos outro. E tenho certeza que, em razão dessas diferenças, há momentos em que eles gostariam de me enforcar, mas, por causa de nosso mútuo carinho, mesmo querendo me enforcar, permanecem ao meu lado, me dão amor incondicional, apoio, colo, carinho e, até mesmo, bronca, afinal, quem ama se importa e isso, às vezes, significa dar um "puxãozinho de orelha".

Eles me amam do jeito que eu sou, com qualidades e defeitos. E eu os amo exatamente como são, sem tirar nem pôr. 

Conversando com uma querida amiga pelo Skype, me emocionei vendo o quanto ela gosta de mim e o quanto se importa. Há pessoas que sabemos que estarão sempre em nossas vidas e nos imaginei velhinhas, ainda amigas, ainda compartilhando nossas vidas. É... quem tem amigos, nunca estará sozinho!

E amigos como os que eu tenho, já disse mais de uma vez, mas repito, são um tesouro. Ainda bem que para amizade como a deles não têm "Mastercard", senão estaria endividada por várias vidas!

***

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Muito além de um prato de fígado

Hora do almoço no refeitório da faculdade. Percorro as travessas expostas com a comida  do dia e me decido com relativa rapidez: salada de cenoura, suflê de abobrinha e picadinho de fígado. Informo ao rapaz que se encarrega de servir minha escolha. Ele estanca. "Fígado?" "Sim, fígado, por favor." "Fígado... fígado. Está bem." Eu ainda me pergunto se falei alguma besteira, mas não, pedi corretamente o bendito fígado. Ele, então, começa a servir uma gigantesca porção de fígado no meu prato, apesar de minhas manifestações de que aquela quantidade (a primeira "colherada de quartel") já era suficiente. Mas ele só me escuta depois da terceira. O prato ficou com aquele aspecto que eu detesto: "montanha de comida", mas fazer o que, certo?

Catei um pãozinho para acompanhar, afinal, vai que está intragável? Posso precisar de algo para empurrar aquela comida feia para dentro e um pão nessas horas é uma ótima pedida.

O surpreendente é que, apesar de no refeitório da faculdade eles dominarem uma técnica especial para estragar um mero bife na chapa, o bendito do fígado estava delicioso. Foi a primeira vez que comi um fígado que não deixasse aquele gosto amargo na boca.

Depois do almoço, fiquei pensando na minha escolha. Por que fígado se eu nem gosto de fígado? E encontrei a resposta: justamente porque eu não gosto de fígado.

Como primeira filha, fui educada com uma "rigidez" da qual meus irmãos escaparam. A teoria de meu pai, compartilhada em parte pela minha mãe, era de que, "uma mocinha educada come de tudo" e que "se passarmos por uma guerra, teremos que comer qualquer coisa", então, vamos ao treinamento. 

Assim, para mim, a frase "não gosto de jiló", por exemplo, era absolutamente proibida. E essa frase me custou uma semana tendo que comer um prato de jiló antes das refeições, sem careta, até me acostumar com o gosto. E o pior é que, não só me acostumei com o gosto, mas aprendi a gostar de jiló.

Fonte:Marina Estilo Infantil
O fígado, contudo, sempre "desceu mal". Nunca conseguiu alcançar o nível existencial do jiló.

E aí, diante das opções alimentares que ali se apresentaram naquele dia, naquele almoço, a minha limitação por fígado resolveu se testar e encarei um prato de trabalhador braçal, "bem servido", de fígado. E, surpreendentemente, gostei.

Eu sei que, atualmente, nessa nossa cultura "liberal" de não-imposição de limites aos pequenos seres em formação, parece coisa de louco obrigar uma criança a comer jiló, bife de fígado e tantas outras coisas para as quais as crianças torcem os seus narizinhos sem nem saber porque, mas acho que ali meus pais estavam treinando meu espírito "adaptável" que hoje me é tão útil.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Everybody´s got to learn sometime - Zucchero

Não bastasse o diminuto tamanho do meu apErtamento, arranjei uma colega de quarto. E a danada é chata demais. O nome dela é In-Sônia e ela fica querendo falar comigo todas as noites quando me preparo para dormir. Ela resolve falar nos meus "inocentes e cansados ouvidinhos" sobre tudo o que eu preciso me lembrar de fazer, todas as minhas preocupações, enfim, um pouco de tudo, mas só "papo cabeça" e fora de hora, e quando ela vê que eu não vou me levantar para dar-lhe atenção, a danada começa a cantar. Resultado: nem ela dorme, nem eu! "Ô, praga!"

Mas hoje ela resolveu cantar uma música que não ouvia a tempos e de que gosto muito.

"Está bem, In-Sônia, você venceu. Vou ouvir a bendita música e depois vamos dormir, combinado?"

E vencida pela minha hóspede implacável, resolvi compartilhar a música aqui com vocês. Espero que curtam.




Everybody´s got to learn sometime
Zucchero
Todos têm que aprender 
em algum momento

Change your heart, look around you
Change your heart, it will astound you
I need your loving like the sunshine
And everybody's gotta learn sometime
 Mude o seu coração, olhe ao seu redor
Mude o seu coração, ele irá surpreendê-lo
Eu preciso do seu amor como o sol
E todos têm que aprender em algum momento
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Todos têm que aprender em algum momento
Todos têm que aprender em algum momento
Change your heart, look around you
Change your heart, it will astound you
I need your loving like the sunshine
And everybody's gotta learn sometime
 Mude o seu coração, olhe ao seu redor
Mude o seu coração, ele irá surpreendê-lo
Eu preciso do seu amor como o sol
E todos têm que aprender em algum momento
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Todos têm que aprender em algum momento
Todos têm que aprender em algum momento
**